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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alex Kidd in the Enchanted Castle

Este jogo de Alex Kidd é bem antigo para o Mega Drive. Apesar de ser um game de 16 bits, não apresenta o máximo de desenvolvimento, pois sua data de criação é 1989. Junto com Golden Axe e outros jogos é um dos mais antigos do Mega.

A estória segue o padrão das outras e o jogo acaba sendo bem inferior ao famoso Alex Kidd in the Miracle World que foi sucesso no Master System.

Neste jogo em particular Alex sai em busca do castelo encantando e ao longo do jogo tem disputas de pedra/papel/tesoura e os mesmo apetrechos dos jogos anteriores(moto, helicoptero, capa de invisibilidade etc…).

Ao final descobre que tudo era uma armação de seu pai que utilizava um ´´lacaio´´tosco que tinha vários braços e era campeão de joken pow. Alex se arrisca, quase morre e no final abraça o pai pela peça pregada rsrsrs. Nota 7.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Death Note






Death Note não é o meu animê preferido, mas é o que tem a estória mais inteligente. Conheci uma pessoa que uma vez me disse que não se interessava muito por animês porque já tinha assistido Death Note e sabia que não surgiria uma animê melhor. Exageros a parte; ele tem certa razão, pois esta animação japonesa, produzida pelo estúdio MAD HOUSE é muito interessante.
Para quem não conhece aconselho ver. Não é tão longo e tem poucos episódios(37, se bem me lembro).
Conta a estória de Raito, um jovem garoto secundarista que é um dos mais inteligentes alunos do Japão. Ele notava que o sistema judiciário nem sempre faz justiça e que em muitas ocasiões os bandidos e malfeitores sociais de uma forma geral não tinham a punição adequada. No seu intímo, neste momento, ele já sentia que podia fazer melhor.
Um dia ele recebe um caderno, vindo do plano espiritual, que se chamava Death Note(caderno da morte). Este caderno dizia que bastava visualizar o rosto e saber o nome de uma pessoa para ao escrever o referido nome esta morrer subitamente do coração. É óbvio que ele não acreditou, mas como a curiosidade humana não tem limites ele testou com um bandido que viu na rua e…funcionou. O tal sujeito morreu. Ele testou novamente e novamente e ficou âtonito quando viu tamanho poder em suas mãos.
A partir daí, ele começa a se achar o escolhido maior para a grande missão de sua vida: ser o deus salvador de sua espécie, aquele que iria livrar o mundo dos bandidos e malfeitores e que criaria um novo mundo.
Ao longo da série ele vai escrevendo no caderno o nome de assassinos, estupradores, assaltantes e toda sorte de bandidos de uma sociedade. Com o tempo aprende que pode manipular a morte de suas vitímas fazendo com que morram de maneira diferente da tradicional, morte por ataque cardíaco.
Tudo seria um paraíso para Raito se ele não se defrontasse com o misterioso detetive L, que era conhecido mundialmente por resolver casos impossíveis.
A partir da aparição do detetive L a série fica eletrizante, pois a cada passo de Raito corresponde um de L e vice-versa. De forma que tornasse um verdadeiro gato-e-rato no sentido de que um caçava o outro, que por sua vez procurava se esconder. O ponto alto da série ocorre no momento em que ambos passam a trabalhar juntos sem que, obviamente, L soubesse que Raito era Kira, pseudonimo que dão ao vingador do mundo; uma clara alusão à palavra Killer(assassino em inglês).
Óbvio que eu não vou continuar a contar, pois perderia a graça, mas vamos finalizar dizendo que Death Note trás a tona questões morais muito importantes: é justo que se faça justiça com as próprias mãos? Raito tem o direito de usar o caderno e matar criminosos? Até onde a sociedade tem que aguentar um sistema judiciário que não funciona e não cumpre o que promete(fazer justiça)?
O que é interessante é que no momento em que as pessoas percebem que a morte dos criminosos é obra de alguém ou algo, começam a passar mensagens por celular apoiando Kira. Ele tinha apoio popular e isto foi uma clara menção ao início de todas as problemáticas levantadas no parágrafo anterior.
O animê é interessante, pois suscita essas questões. Conheço uma advogada, que não simpatiza com animês, mas ficou interessada por esta estória e assistiu e gostou, pois esta animação trata desses assuntos polêmicos: justiça, impunidade, poder, corrupção etc…

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Animê é coisa séria!! Como não poderia ser?!



Eu tenho 33 anos e sou fã de animês; um legítimo Otaku, mas várias vezes fui criticado por ´´assistir desenho de criança´´. Acho esta frase bem interessante e ela trás em si vários preconceitos e ignorâncias.
Historicamente, desde a invenção do cinema e dos desenhos animados, ambos não foram vistos com muito bons olhos. Cinema é ficção e desenho animado, coisa de criança. O que isto mostra nas entrelinhas? Com o advento da sociedade burguesa-industrial, os seres humanos se acostumaram a ver a diversão, o entretenimento e a ficção como algo de segundo plano, pois o que interessava ao burguês era manter o proletariado com os pés no chão sem pensar muito e sem se divertir. Queriam que eles trabalhassem e se preocupassem com coisas concretas. Logo, tudo que era ficção passou a ser visto como perda de tempo.
Perda de tempo é a palavra-chave.
Para ser um pouco mais direto e sem me perder em divagações históricas, digamos apenas que as gerações passadas ´´decidiram´´ que simplesmente o desenho animado não traz pessoas e fatos reais, por isso não pode ser levado a sério e se não é levado a sério é porque deve ser coisa de criança.
O mesmo aconteceu com as revistas em quadrinhos, gentilmente rebaixadas à GIBI, mas isto não vem ao caso agora.
Quando comecei a assistir animês tinha 7 anos de idade. Foi em 1983. Este é o primeiro motivo para assistir. A geração adulta de hoje cresceu assistindo esses desenhos japoneses. Por que não continuar assistindo?
O referido animê que eu assistia com 7 anos de idade chamava-se Don Drácula. Era sobre um vampiro que fugia de um caçador e caçava belas mulheres para morder os seus pescoços. É claro que hoje eu entendo que a mensagem por detrás não era a sede por belos pescoços, mas por outra coisa. Era algo simbólico que apontava para outro aspecto. Este é o segundo motivo: animês sempre trazem temas muito adultos, mesmo que venham com aparência infantil. Existem inúmeros animês que trazem como pano de fundo de suas estórias, temas como vingança, mortes, dramas psicológicos, cenas de violência como também de profundo amor e paz. Enfim, uma grande variedade de temas adultos.
O terceiro motivo é que ao contrário de certos desenhos americanos que continuam os mesmos depois de 40 anos, os animês evoluem em termo de enredo e personagens. Os personagens aprendem, vivenciam situações emocionais diferenciadas, crescem física e psicologicamente.
O quarto motivo é que os persongens são mais bem trabalhados e a prova disto é que não ficamos focados só no vilão e no mocinho como na medíocridade americana. Existem animês com 15 ou mais personagens de peso e você não sabe nem ao certo quem é o principal, pois todos ganham muita importância.
Bom, sei que estes argumentos não convencem muita gente, principalmente quem é mais antigo. Como um animê vale mais que mil palavras o convido a assistir o animê DEATH NOTE.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sobre Animês e Mangás








       Boa parte da cultura japonesa que temos acesso no Brasil se deve aos animês e mangás e à canais televisivos como a extinta Rede Manchete de Televisão. A Manchete, uma das televisões com programação mais inteligente e diversificada do país, percebeu que poderia investir em algo totalmente diferente na época, os animês e Totsukatsus.


     Animês como Don Drácula, Piratas do Espaço, Star Blazers, Zillion, e obviamente Os Cavaleiros do Zodíaco, fizeram com que as gerações do final dos anos 80 e início dos 90 desviassem o olhar da cultura americana e focassem no Oriente, Japão. Não podemos nos esquecer dos Totsukatsus(Changeman, Jaspion etc…). Com os anos 2000 essa herança cultural se renovou a partir da Democracia de acesso que a Internet oferece. Naruto, One Piece, Samurai X, Death Note, Bleach, Hellsing só para citar os mais populares se disseminaram pela rede.

     O que atrai tanto nesse ´´produto cultural´´ japonês? Talvez o fato que os personagens de Animês e mangás são extremamente guerreiros, típico da cultura do Japão, mas do meu ponto de vista, este não é o principal atrativo. Os vilões de animês são ambíguos. No Ocidente, um vilão é rapidamente reconhecido e o herói enaltecido, mas no caso dos desenhos orientais, estes as vezes, apresentam traços de bondade, não sendo tão raro, algumas vezes, o telespectador se ver torcendo pelo vilão. Este traço determina uma nova forma de entender os conflitos entre bem e mal, tão dicotômicos no Ocidente. Outra característica fundamental é que a Psicologia dos personagens é muito mais complexa. Quase toda estória de animê mostra os conflitos, passado e emoções de seus personagens, tornando o conjunto da obra muito mais interessante.

     Curiosidade: as estórias geralmente surgem como mangá(revista em quadrinhos). Se fizerem sucesso(venderem, diga-se de passagem) os direitos sobre elas são comprados por um estúdio de animação, que as transforma em ´´desenho animado´´. Essas animações, chamadas por lá de animê, geralmente são 100% fiéis ao mangá original. Assim o que você lê no mangá, assiste igual no animê na mesma sequência e ordem. Com a democracia de acesso da Internet se multiplicaram os downloads dessas estórias, mas já existem no Brasil algumas editoras que saem na frente na publicação deste material, entre elas destaco a Panini. Isso com relação aos mangás. Com relação aos animês, destaco o canal de animação Animax(rede de TV a cabo), embora as traduções se percam totalmente, pois a energia e vitalidade dos personagens japoneses geralmente não é bem traduzida, tanto em conteúdo quanto em sonoridade.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Altered Beast




   Altered Beast é um dos primeiros jogos para Mega Drive. Hoje em dia é fácil criticar o jogo, mas para a época foi uma grande inovação. Por que eu digo isso? Basta lembrar que a caixa deste console vinha com as imagens do jogo(a cena da transformação) e lá se fazia apologia daquela ser a imagem real do jogo.



   A estória é bem interessante: Perséfone é raptada pelo Deus Hades e Zeus ressuscita dois guerreiros para salvá-la. O prêmio seria casar com a deusa e obter a imortalidade(bem melhor do que o prêmio do BBB não acham?). Pois bem, os guerreiros passam por cenários mitológicos e ao final de cada fase enfrentam Hades que assume diversas formas. O interessante é que você começa com um corpo normal e vai ao longo de cada etapa conseguindo umas espécies de pílulas que ficam voando e que fazem com que o corpo do herói fique mais forte(tipo um anabolizante mitológico).


   O primeiro que você toma te faz rasgar a camisa, o segundo te torna ´´bombado´´ e o terceiro te transforma em um ser fantástico. Urso, dragão, tigre e por aí vai. Nessa hora a jogabilidade melhora muito, por exemplo: o dragão fica voando e soltando raios eletrificados, o urso fica girando em alta velocidade e por aí vai. A tela do jogo funciona em scroll-side, fica se movendo e te empurrando para frente, de forma que você tem que pensar rápido para escapar dos inimigos. O jogo é bom, é um clássico da sega e na minha opinião merece uma nota 9.

sábado, 25 de junho de 2011


   

   O Liquid Television é um desses momentos extremamente criativos e experimentalista da televisão. É óbvio que está inserido dentro do contexto da Indústria Cultural, conforme trabalhado por Adorno e membros da escola de Frankfurt, contudo, devido ao caráter experimental surgiram preciosidades como The Maxx e Aeon Flux, que fogem aos padrões e talvez, por isso, mas não somente isto, se tornaram clássicos.

Infelizmente, na época eu não me liguei muito na programação da MTV, aliás o próprio Aeon Flux só vim a conhecer após o filme, que me serviu como ponto de partida para a série original, mas é possível no Youtube curtir um pouco dessa programação inteligente que tinha no Liquid Television. Abaixo um link com um pouco de Dog Boy:

sexta-feira, 24 de junho de 2011

AEON FLUX




A série é composta de 6 episódios de 4 a 5 minutos + 10 episódios de 30 minutos. Conta a estória de Aeon Flux, uma verdadeira Femme Fatale, anoréxica e anarquista chique, nas palavras de um de seus idealizadores, Mark Mars. 

Peter Chung, seu criador, é um coreano radicado nos EUA, responsável pelo desenho Rugrats (anjinhos aqui no Brasil) e estava profundamente frustrado em desenhar tal produção. Quando teve a chance de trabalhar para um novo projeto na MTV não pensou duas vezes. Desengavetou Aeon Flux.

A estória se passa em um futuro distante na terra(?), e mostra duas cidades, Bregna e Mônica, que não tem relações diplomáticas muito amistosas. Aeon é uma espécie de agente-duplo, mas que na verdade é movida somente por seus interesses pessoais. É completamente amoral e vive uma relação de amor/ódio com Trevor Goodchild, um governante que tenta passar a idéia de ser um político ético, mas que na verdade também só está interessado em si mesmo e na realização de seus projetos.

A animação é estilo Cyberpunk/futurista, e é recheada com elementos Sci-fi. Os episódios não tem relação uns com os outros, sendo caracterizados como algo experimental, segundo Chung. Em 2006, se não me engano, foi feito um filme que como produção de ficção-científica é bom, mas como adaptação é talvez a mais ´´peba´´ já feita, como se diz aqui na minha terra. O filme é uma péssima adaptação mesmo.

Recentemente, também foi lançado um box com 3 dvds contendo todos os episódios e entrevistas de Peter Chung e demais produtores. Muito bom esse box, pois restaurou os elementos áudio-visuais dos desenhos.

O senhor Peter Chung parece ser um desses gênios que produzem pouco e nos deixam com aquele gostinho de quero mais (tipo Stanley Kubrick), pois foram somente 10 episódios de meia-hora.

Bem, é isso! Vale a pena ir em uma locadora mais próxima e alugar o box com os 3 dvds. Se não conhece vai se apaixonar pela atmosfera da série e se já assistiu nos anos 90 vai adorar rever com som e imagem melhorados.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Egon Schiele- Fome e Sexo na decadente sociedade vienense pré-1 Guerra Mundial




Segue o texto mais completo que encontrei sobre Schiele, pois não se limita somente a mostrar as suas obras polêmicas, mas relaciona a sociedade e o desejo do pintor em mostrar a vitalidade perante a decadência. Vou fazer um recorte do texto para leitura rápida e a seguir passo o link para apreciação do texto integral e com este post encerro a ´´sessão Schiele´´.

´´Schiele foi um artista condenado por denunciar a corrupção de uma sociedade hipócrita e decadente, como Sade e Oscar Wilde. Ele mais não fez do que expressar o horror do ser humano levado ao extremo da sua degradação. Para Schiele a Natureza era tanto mais fascinante quanto mais animada por um declínio irrevogável. Ao contrário de artistas como por exemplo Van Gogh, que pintou os célebres “Girassóis” como força triunfante, solar e vital, Egon preferiu ilustrar a qualidade outonal das plantas em decomposição, no processo de desintegração. Explorou sem complacência a antevisão da morte em tudo, nas belas flores já ressequidas, nos traços de fome, de vício, de devassidão, de doença em corpos ainda jovens, nas visões alucinatórias de cidades imersas em escuridão. Muitos dos corpos masculinos e femininos que desenhou, angulosos, distorcidos e de uma atroz magreza, parecem antecipar os horrores dos campos de concentração. Mas a sua sensualidade demonstra bem a fome do sexo e a ânsia do ser humano de sobreviver a todas as tragédias.´´
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A quem interessar, eis o link com o texto na íntegra: boa leitura.
http://www.storm-magazine.com/novodb/arqmais.php?id=33&sec=&secn=

Egon Schiele: plasticidade corporal.




Segue um texto interessante sobre Schiele. Vou fazer um recorte do texto para uma leitura rápida e em seguida dou o link com o texto completo. A quem interessar; boa leitura:

´´DE PERNAS PARA O AR
Morto há oitenta anos, o pintor Egon
Schiele agita o fim do século
Marcos Sá Corrêa

 ...o expressionista Egon Schiele, um pintor cuja obra passou a maior parte do século sem sair de Viena, enfiada em pinacotecas particulares, tapada do público com pudores que o autor nunca teve. "A temática é difícil", avisa no catálogo o anfitrião Glenn Lowry, preparando o visitante para "o erotismo cru e intenso" de Schiele nas 150 peças que Rudolf Leopold, um colecionador austríaco, emprestou ao museu.

 ..Schiele morreu há quase oitenta anos. Pintou para atacar a convenção de que no corpo humano a cabeça fica acima do sexo. Como isso é questão de perspectiva, ele tinha recursos de sobra para obrigar o espectador a encarar o outro ponto de vista, grudando-lhe os olhos com traços e cores no foco de suas obsessões sexuais. Por 9,50 dólares, o ingresso é a melhor compra que se pode fazer em Nova York nesta temporada...

...O que significa que, para chegar às paisagens que pintou como adulto, se percorre o caminho de sua formação, quando pintava auto-retratos masturbando-se diante de espelhos, despia Gertrude, sua irmã caçula, recrutava para o estúdio meninas de rua entre os esfomeados de Viena, virava empregadas domésticas pelo avesso e pegava como modelos as esgazeadas pacientes do ginecologista Erwin von Graff. Tudo isso numa época em que, no Brasil, ainda se espiava tornozelo de mulher em ponto de bonde. 

Mercado entalado Egon Schiele teve vida curta e trágica. Sua carreira inteira não cobre uma década. Nela, produziu 300 telas e 3.000 desenhos num mercado em que esteve a maior parte do tempo entalado. Morreu aos 28 anos de gripe espanhola, depois de passar incólume como soldado pela I Guerra, servindo na retaguarda em repartições burocráticas do Exército imperial. Era filho de um chefe de estação que contaminou a família com sífilis, contraída numa visita a um bordel de Trieste durante a lua-de-mel. Quatro dos sete filhos do ferroviário Adolf Eugen morreram na infância. Depois de enlouquecê-lo e desempregá-lo, a doença acabou com ele antes que o resto passasse da adolescência. 

Criou-se numa família de classe média que se pendurava precariamente nas bordas da pobreza, numa sociedade rachada por abismos de renda. A Áustria de seu tempo estava rachada entre o fim de festa da belle époque e a dissolução do Império Austro-Húngaro. Viena era ao mesmo tempo a brilhante corte de Sigmund Freud, Gustav Klimt, Arnold Schoenberg, Ludwig Wittgenstein e o território de menores abandonados, desempregados, revolucionários, funcionários corruptos e desgoverno. Sob a esclerose de Francisco José, cada vez mais gagá, o império caía aos pedaços. A histeria era a doença da moda. Para os literatos, o suicídio era ponto de exclamação...´´
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Bem, ficou um pouco extenso, mas é porque o texto na íntegra é bom mesmo. Vou repassar o link para que o leitor possa ler o texto completo:

terça-feira, 21 de junho de 2011

Egon Schiele




Egon Schiele é um pintor austríaco representante do expressionismo, teve uma vida muita curta(morreu aos 28), filho de família humilde e extremamente polêmico.

   Sua arte é subversiva em muitos pontos, principalmente naqueles relacionados à vivência da sexualidade. Seu erotismo busca os limites da plasticidade corporal, os quais explora muito bem com modelos e amantes em dimensões corporais que não haviam ainda sido contemplados em qualquer outro pintor. Também pintou paisagens e moradias burguesas, tal qual uma enormidade de auto-retratos.

Recentemente, nos anos 90, foi atualizado por um outro artista, não da área da pintura, mas da animação, Peter Chung. É notória a influência de Schiele em Chung e é uma prova contundente de que a arte se transforma ao longo dos tempos, readquirindo uma nova interpretação da realidade. Schiele pintava no século XIX; Chung quando pensou em Aeon Flux, pensou em algo futurista.
Segundo o Wikipedia:
´´
Este grande representante do expressionismo austríaco deixou trabalhos onde estavam a representados seres humanos transfigurados por sentimentos fortes implícitos no seu traço, amantes revirados em amontoados de lençóis brancos, diversas mulheres posando para ele e auto-retratos provocantes mostrando a sua visão de si (provavelmente), assim como também fez algumas paisagens e residências burguesas, nos quais exibe um estilo cuidadoso e elegante, de traços bordados, com fortes contrastes entre ocres e cores primárias.

Actualmente as suas obras mais importantes encontram-se em museus de Viena e da Suíça assim como em importantes coleções particulares.´´

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Indústria Cultural




Segue um pequeno trecho de um texto de Adorno sobre a indústria cultural:

´´   Tudo indica que o termo indústria cultural foi empregado pela primeira vez no livro ...(Dialética do esclarecimento), que Horkheimer e eu publicamos em 1947, em Amsterdã. Em nossos esboços tratava-se do problema da cultura de massa. Abandonamos essa última expressão para substítui-la por ´´Indústria Cultural´´, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; que pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular...O consumidor não é rei, como a Indústria Cultural gostaria de fazer crer, ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto...As mercadorias culturais da indústria se orientam, como disseram Brecht e Suhrkamp há já trinta anos, segundo o princípio de sua comercialização  e não segundo seu próprio contéudo...A Indústria Cultural se transforma em Public Relations(relações públicas), a saber, a fabricação de um simples good-will(boa vontade), sem relação com os produtores ou objetos de venda particular. Vai-se procurar o cliente para lhe vender um consentimento total e não-crítico, faz-se reclame para o mundo, assim como cada produto da Indústria Cultural é seu próprio reclame.´´

Adorno, in COHN, Gabriel. Comunicação e Indústria Cultural. São Paulo, Nacional/Edusp, 1971. p.287-288.
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Desta breve seleção que fiz dessas duas páginas, destaquei duas palavras-chave que acho importantes dentro do próprio texto, mas sobretudo no fenômeno da Indústria Cultural: Comercializaçã e não-crítico.

Estas duas palavras estão intimamente ligadas e explicam boa parte deste fenômeno cultural. A Indústria Cultural nescessita vender seus produtos e para tal segue as leis de mercado, como oferta e procura e aí surge um grande problema, pois certos tipos de produções culturais não tem uma procura muito grande, mas no entanto são boas obras. O problema se complica no Brasil, pois temos uma péssima educação escolar que não privilegia a autonomia do sujeito frente ao mundo e a si mesmo. A arte fica relegada a 1 ou 2 anos escolares e quando acontece é feita de forma medíocre. Lembro-me que boa parte da minha educação artistíca na escola era fazer pinturas em panos de prato para dar para presentear no dia das mães. É claro que valeu bons momentos, pois minha mãe ficava feliz, mas em termos de se educar em torno da arte, convenhamos, não me foi muito útil.

A segunda palavra é não-crítico. As vezes uma música de péssima qualidade de tanto tocar na rádio acaba impregnando em você e de vez em quando você. mesmo não gostando, se pega a cantarola-la. Mas, você, que me lê agora, talvez tenha senso crítico para discernir, mas o que dizer para uma criança? Uma criança ainda não tem senso crítico para a arte e este senso é formado na maior parte das vezes pela televisão e demais meios de comunicação. Não se trata de dizer que uma forma de arte é melhor ou pior. A questão não é essa. Se trata de dar opções de escolha. 

Isto é muito importante. Vejamos: Não existe nenhum problema que alguém passe o dia todo cantando a música da eguinha pocotó. Não existe, desde que tenha sido dado a ela a opção de ouvir Beethoven. Se ela livremente troca Mozart ou os Beatles por um forró desses qualquer, tudo bem, mas deve-se haver a possibilidade de escolha e é isso que a Indústria Cultural em sua sede capitalista nos nega.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ensino de Filosofia no Brasil.




Somente quem faz um curso superior em Filosofia sabe o preconceito que se passa ao fazer tal curso. A grande matriz do problema começa ainda na escola, ou melhor dizendo, na ausência dela.

Vamos então mostrar causas para as dificuldades do ensino de Filosofia e depois a importância de se estudar tal disciplina:

Causas para a dificuldade do ensino de Filosofia:

1) Causa religiosa--> O Brasil em seu processo de colonização recebeu inicialmente uma educação que visava formar bons católicos e por isso a maior parte da filosofia foi descartada. Isto enaltece uma ´´filosofia dos anjos´´(Agostinho e Aquino) e desprestigia uma filosofia mais moderna(Nietzsche, Marx...)

2) Ditadura Militar--> Não era ´´útil´´ à ditadura ter cidadões que soubessem pensar. O resultado é óbvio: fora filosofia da escola.

3) Mundo tecno-burguês: O que interessa atualmente é o sujeito ter uma formação técnica para se inserir no contexto de mercado de trabalho. Neste sentido, áreas como Filosofia, Ciências Sociais, artes são desprestigiadas. 

Detalhe curioso: Lembro-me de um colega que falava que fazia faculdade de Ciências Sociais e as pessoas perguntavam se ele queria ser presidente do Brasil. A que nível de ignorância chegamos!

Não entendeu? O ex-presidente FHC era sociologo.
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Por Que é importante estudar Filosofia?

Através do estudo desta área a pessoa amplia a sua percepção para áreas como a política, o conhecimento, a estética e principalmente, a ética.

Um médico deve conhecer ética(não a ética profissional, somente), mas a ética que foi formulada desde Platão até Nietzsche e que versa sobre moralidade e eticidade. Lembremos que o médico cuida de pessoas e estas tem que ser tratadas segundo um conjunto de valores históricamente situados.

É incrível como há políticos que nunca leram Aristóteles e dizem que entendem de política.

Estudando estética e filosofia da arte a pessoa passa a entender um pouco melhor a capacidade humana de criar.

Se você, após ler este texto, ainda acha que Filosofia não serve para nada; saiba que já está filosofando ao tomar esta decisão, pois a Filosofia é a capacidade humana de refletir acerca de seus problemas. Se mesmo assim, ainda acha que o que foi dito acima não é verdade então vá estudar coisas práticas que o mercado manda e ganhar o teu salário de proletário que não entende como é explorado por um sistema burguês.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

FILOSOFIA E ACADEMICISMO. Aonde está a verdadeira Filosofia?




Vamos chamar de academicismo à característica que acontece nos departamentos de Filosofia e em qualquer curso de universidade que consiste em professores, em geral com nível de doutorado, de se trancarem em suas salas e ficarem achando que tem o conhecimento absoluto advindo de suas especializações. não existe um ser com maior ego do que um doutor em alguma coisa e o que é pior é que acha que pode entender o mundo a partir de sua especialização.

É interessante como nesse sentido eles que deveriam ser anti-dogmáticos e abertos à formas novas de conhecimento acabam sendo extremamente dogmáticos.

Voltemos à Filosofia. Lembro-me de um professor que estudava Kant havia 15 anos e tudo ele explicava a partir dos imperativos kantianos; desde uma festa de aniversário até a questão da moralidade na História. Uma universidade é bem rica no sentido que contém vários especialistas, mas parece fazer parte da natureza humana a vaidade e por conta dela é que eles não trocam idéias, participam de debates conjuntos ou tentam fazer disciplinas com idéias mútuas. Que bom seria se em uma aula de Filosofia o professor indicasse algum ponto ligado à outra área; enfim se buscasse um tipo de conhecimento mais não-linear, pois assim é a realidade.

Em geral nos temos sujeitos que mal cabem em si mesmos e que se beneficiariam muito se trocassem idéias entre si, mas não o fazem. preferem ficar trancafiados sem ampliar seus conhecimentos ou muito menos fazer com que a sociedade entenda um pouco a importância da academia.

Para concluir, diria que a Filosofia da faculdade é muito interessante, pois é sistemática, mas está longe de ser A FILOSOFIA e isso se deve em parte ao péssimo nível de interação que nossos professores tem entre si e entre os diferentes departamentos. Para verificar empiricamente o que estou dizendo basta indagar sobre marxismo para alguém de áreas como Economia, Sociologia, História etc... e poderá comprovar a bagunça que a  coisa toda se torna.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

FILOSOFIA ?!?! Serve para o quê?!?!




Filosofia?
 
Qualquer aluno de um curso de graduação em Filosofia sempre se deparou com esta pergunta?

- Você estuda o quê?(A)
- Filosofia.(B)
-Filosofia?! :((  (A)--------> Notar a cara de assustado que a pessoa faz rsrsrs!!
- Serve para o quê?!  (A)

Não saberia dizer até que ponto a falta de estudo de Filosofia na vida das pessoas é prejudicial. Historicamente falando, não concordo com os pessimistas que dizem que tudo está pior. Pelo contrário, pois de um ponto de vista histórico está bem melhor. Se nós pensarmos na famosa época do renascimento veremos que para cada homem letrado existiam quantos camponeses analfabetos? Sempre houve ignorância e era em proporção bem maior. Com o advento da Revolução Francesa, criou-se um mecanismo cultural de maximização do conhecimento: conhecimento para todos e eu concordo com isso, mas este processo de libertação demora (alguns séculos). É óbvio que países com um sistema político mais responsável podem acelerar o processo (não é o nosso caso).

Quanto ao diálogo acima não saberia responder ao certo. Filosofia com certeza não serve para construir uma ponte ou um celular de última geração, mas me parece que ajuda a construir algo no ser humano, que o auxilia a instaurar dúvidas aonde não existem, até o momento. Talvez uma boa metafóra para a Filosofia seja a imagem de um rio que está calmo e parado e quando uma pedra o atinge formam-se aqueles círculos. É isso, a Filosofia talvez seja a pedra ou prefiro imaginar os círculos formados na água.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Apresentação




   Espaço para tratar de assuntos, essencialmente, de Filosofia. Porém, com abrangência em temas relativos à Ciências, Religião, artes em geral e assuntos da atualidade.

   Demiurgo é a figura, que em Platão é responsável por contemplar as idéias perfeitas e moldar o mundo sensível. A teoria Ether Drift, expansão do éter, igualmente, está relacionada à cosmologia, mas em sentido fisicalista. Ether Drift Teory, é também, um episódio da série Aeon Flux, que passava na MTV, nos anos 90, sendo o capítulo que mais gosto por seu caráter intrigante.

   Cosmologia não é o tema principal deste blog, mas é, como todo item associado à Metafísica; iniciador. Embora este seja um espaço para tratar de temas eminentemente acadêmicos, não se pretende ficar preso a estes. Falaremos também de filmes, livros, Ecologia, jogos de videogame, cultura Geek e Nerd e tudo mais que vier à cabeça. Se você espera um canto, essencialmente, acadêmico e hermético este não é seu lugar.