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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alex Kidd in the Enchanted Castle

Este jogo de Alex Kidd é bem antigo para o Mega Drive. Apesar de ser um game de 16 bits, não apresenta o máximo de desenvolvimento, pois sua data de criação é 1989. Junto com Golden Axe e outros jogos é um dos mais antigos do Mega.

A estória segue o padrão das outras e o jogo acaba sendo bem inferior ao famoso Alex Kidd in the Miracle World que foi sucesso no Master System.

Neste jogo em particular Alex sai em busca do castelo encantando e ao longo do jogo tem disputas de pedra/papel/tesoura e os mesmo apetrechos dos jogos anteriores(moto, helicoptero, capa de invisibilidade etc…).

Ao final descobre que tudo era uma armação de seu pai que utilizava um ´´lacaio´´tosco que tinha vários braços e era campeão de joken pow. Alex se arrisca, quase morre e no final abraça o pai pela peça pregada rsrsrs. Nota 7.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Death Note






Death Note não é o meu animê preferido, mas é o que tem a estória mais inteligente. Conheci uma pessoa que uma vez me disse que não se interessava muito por animês porque já tinha assistido Death Note e sabia que não surgiria uma animê melhor. Exageros a parte; ele tem certa razão, pois esta animação japonesa, produzida pelo estúdio MAD HOUSE é muito interessante.
Para quem não conhece aconselho ver. Não é tão longo e tem poucos episódios(37, se bem me lembro).
Conta a estória de Raito, um jovem garoto secundarista que é um dos mais inteligentes alunos do Japão. Ele notava que o sistema judiciário nem sempre faz justiça e que em muitas ocasiões os bandidos e malfeitores sociais de uma forma geral não tinham a punição adequada. No seu intímo, neste momento, ele já sentia que podia fazer melhor.
Um dia ele recebe um caderno, vindo do plano espiritual, que se chamava Death Note(caderno da morte). Este caderno dizia que bastava visualizar o rosto e saber o nome de uma pessoa para ao escrever o referido nome esta morrer subitamente do coração. É óbvio que ele não acreditou, mas como a curiosidade humana não tem limites ele testou com um bandido que viu na rua e…funcionou. O tal sujeito morreu. Ele testou novamente e novamente e ficou âtonito quando viu tamanho poder em suas mãos.
A partir daí, ele começa a se achar o escolhido maior para a grande missão de sua vida: ser o deus salvador de sua espécie, aquele que iria livrar o mundo dos bandidos e malfeitores e que criaria um novo mundo.
Ao longo da série ele vai escrevendo no caderno o nome de assassinos, estupradores, assaltantes e toda sorte de bandidos de uma sociedade. Com o tempo aprende que pode manipular a morte de suas vitímas fazendo com que morram de maneira diferente da tradicional, morte por ataque cardíaco.
Tudo seria um paraíso para Raito se ele não se defrontasse com o misterioso detetive L, que era conhecido mundialmente por resolver casos impossíveis.
A partir da aparição do detetive L a série fica eletrizante, pois a cada passo de Raito corresponde um de L e vice-versa. De forma que tornasse um verdadeiro gato-e-rato no sentido de que um caçava o outro, que por sua vez procurava se esconder. O ponto alto da série ocorre no momento em que ambos passam a trabalhar juntos sem que, obviamente, L soubesse que Raito era Kira, pseudonimo que dão ao vingador do mundo; uma clara alusão à palavra Killer(assassino em inglês).
Óbvio que eu não vou continuar a contar, pois perderia a graça, mas vamos finalizar dizendo que Death Note trás a tona questões morais muito importantes: é justo que se faça justiça com as próprias mãos? Raito tem o direito de usar o caderno e matar criminosos? Até onde a sociedade tem que aguentar um sistema judiciário que não funciona e não cumpre o que promete(fazer justiça)?
O que é interessante é que no momento em que as pessoas percebem que a morte dos criminosos é obra de alguém ou algo, começam a passar mensagens por celular apoiando Kira. Ele tinha apoio popular e isto foi uma clara menção ao início de todas as problemáticas levantadas no parágrafo anterior.
O animê é interessante, pois suscita essas questões. Conheço uma advogada, que não simpatiza com animês, mas ficou interessada por esta estória e assistiu e gostou, pois esta animação trata desses assuntos polêmicos: justiça, impunidade, poder, corrupção etc…

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Animê é coisa séria!! Como não poderia ser?!



Eu tenho 33 anos e sou fã de animês; um legítimo Otaku, mas várias vezes fui criticado por ´´assistir desenho de criança´´. Acho esta frase bem interessante e ela trás em si vários preconceitos e ignorâncias.
Historicamente, desde a invenção do cinema e dos desenhos animados, ambos não foram vistos com muito bons olhos. Cinema é ficção e desenho animado, coisa de criança. O que isto mostra nas entrelinhas? Com o advento da sociedade burguesa-industrial, os seres humanos se acostumaram a ver a diversão, o entretenimento e a ficção como algo de segundo plano, pois o que interessava ao burguês era manter o proletariado com os pés no chão sem pensar muito e sem se divertir. Queriam que eles trabalhassem e se preocupassem com coisas concretas. Logo, tudo que era ficção passou a ser visto como perda de tempo.
Perda de tempo é a palavra-chave.
Para ser um pouco mais direto e sem me perder em divagações históricas, digamos apenas que as gerações passadas ´´decidiram´´ que simplesmente o desenho animado não traz pessoas e fatos reais, por isso não pode ser levado a sério e se não é levado a sério é porque deve ser coisa de criança.
O mesmo aconteceu com as revistas em quadrinhos, gentilmente rebaixadas à GIBI, mas isto não vem ao caso agora.
Quando comecei a assistir animês tinha 7 anos de idade. Foi em 1983. Este é o primeiro motivo para assistir. A geração adulta de hoje cresceu assistindo esses desenhos japoneses. Por que não continuar assistindo?
O referido animê que eu assistia com 7 anos de idade chamava-se Don Drácula. Era sobre um vampiro que fugia de um caçador e caçava belas mulheres para morder os seus pescoços. É claro que hoje eu entendo que a mensagem por detrás não era a sede por belos pescoços, mas por outra coisa. Era algo simbólico que apontava para outro aspecto. Este é o segundo motivo: animês sempre trazem temas muito adultos, mesmo que venham com aparência infantil. Existem inúmeros animês que trazem como pano de fundo de suas estórias, temas como vingança, mortes, dramas psicológicos, cenas de violência como também de profundo amor e paz. Enfim, uma grande variedade de temas adultos.
O terceiro motivo é que ao contrário de certos desenhos americanos que continuam os mesmos depois de 40 anos, os animês evoluem em termo de enredo e personagens. Os personagens aprendem, vivenciam situações emocionais diferenciadas, crescem física e psicologicamente.
O quarto motivo é que os persongens são mais bem trabalhados e a prova disto é que não ficamos focados só no vilão e no mocinho como na medíocridade americana. Existem animês com 15 ou mais personagens de peso e você não sabe nem ao certo quem é o principal, pois todos ganham muita importância.
Bom, sei que estes argumentos não convencem muita gente, principalmente quem é mais antigo. Como um animê vale mais que mil palavras o convido a assistir o animê DEATH NOTE.