Total de visualizações de página

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Death Note






Death Note não é o meu animê preferido, mas é o que tem a estória mais inteligente. Conheci uma pessoa que uma vez me disse que não se interessava muito por animês porque já tinha assistido Death Note e sabia que não surgiria uma animê melhor. Exageros a parte; ele tem certa razão, pois esta animação japonesa, produzida pelo estúdio MAD HOUSE é muito interessante.
Para quem não conhece aconselho ver. Não é tão longo e tem poucos episódios(37, se bem me lembro).
Conta a estória de Raito, um jovem garoto secundarista que é um dos mais inteligentes alunos do Japão. Ele notava que o sistema judiciário nem sempre faz justiça e que em muitas ocasiões os bandidos e malfeitores sociais de uma forma geral não tinham a punição adequada. No seu intímo, neste momento, ele já sentia que podia fazer melhor.
Um dia ele recebe um caderno, vindo do plano espiritual, que se chamava Death Note(caderno da morte). Este caderno dizia que bastava visualizar o rosto e saber o nome de uma pessoa para ao escrever o referido nome esta morrer subitamente do coração. É óbvio que ele não acreditou, mas como a curiosidade humana não tem limites ele testou com um bandido que viu na rua e…funcionou. O tal sujeito morreu. Ele testou novamente e novamente e ficou âtonito quando viu tamanho poder em suas mãos.
A partir daí, ele começa a se achar o escolhido maior para a grande missão de sua vida: ser o deus salvador de sua espécie, aquele que iria livrar o mundo dos bandidos e malfeitores e que criaria um novo mundo.
Ao longo da série ele vai escrevendo no caderno o nome de assassinos, estupradores, assaltantes e toda sorte de bandidos de uma sociedade. Com o tempo aprende que pode manipular a morte de suas vitímas fazendo com que morram de maneira diferente da tradicional, morte por ataque cardíaco.
Tudo seria um paraíso para Raito se ele não se defrontasse com o misterioso detetive L, que era conhecido mundialmente por resolver casos impossíveis.
A partir da aparição do detetive L a série fica eletrizante, pois a cada passo de Raito corresponde um de L e vice-versa. De forma que tornasse um verdadeiro gato-e-rato no sentido de que um caçava o outro, que por sua vez procurava se esconder. O ponto alto da série ocorre no momento em que ambos passam a trabalhar juntos sem que, obviamente, L soubesse que Raito era Kira, pseudonimo que dão ao vingador do mundo; uma clara alusão à palavra Killer(assassino em inglês).
Óbvio que eu não vou continuar a contar, pois perderia a graça, mas vamos finalizar dizendo que Death Note trás a tona questões morais muito importantes: é justo que se faça justiça com as próprias mãos? Raito tem o direito de usar o caderno e matar criminosos? Até onde a sociedade tem que aguentar um sistema judiciário que não funciona e não cumpre o que promete(fazer justiça)?
O que é interessante é que no momento em que as pessoas percebem que a morte dos criminosos é obra de alguém ou algo, começam a passar mensagens por celular apoiando Kira. Ele tinha apoio popular e isto foi uma clara menção ao início de todas as problemáticas levantadas no parágrafo anterior.
O animê é interessante, pois suscita essas questões. Conheço uma advogada, que não simpatiza com animês, mas ficou interessada por esta estória e assistiu e gostou, pois esta animação trata desses assuntos polêmicos: justiça, impunidade, poder, corrupção etc…

Nenhum comentário:

Postar um comentário